A Revolução do Jet Elétrico: Customização de Baterias e Motores Impulsiona Nova Era no Brasil
Com o avanço da tecnologia, a customização de jets elétricos ganha força no Brasil, focando em otimização de baterias e motores, prometendo uma nova fronteira de desempenho e sustentabilidade no esporte.

Enquanto os motores a combustão ainda dominam as categorias GP, uma silenciosa revolução está tomando forma no mundo do jet ski: os jets elétricos. E no Brasil, a cena da customização e preparação já se antecipa a essa nova era, focando em otimização de baterias e motores elétricos para extrair o máximo de performance e autonomia.
A oficina “EletroNave”, localizada em Florianópolis, Santa Catarina, tem se destacado como pioneira nesse segmento. Seu fundador, o engenheiro elétrico e ex-piloto de jet ski, Dr. Ricardo Costa, explica a complexidade e o potencial dessa nova vertente. “Estamos entrando em um território onde a eletrônica de potência e a química das baterias são tão importantes quanto a mecânica. A busca por mais potência não é mais sobre injetores ou turbinas, mas sobre densidade de energia e gerenciamento térmico das células de lítio-íon”, afirma Costa.
Um dos projetos mais ambiciosos da EletroNave é a customização de um Sea-Doo Spark convertido para propulsão elétrica. O motor original de combustão foi substituído por um motor elétrico de alta rotação da empresa Torqeedo, e o grande desafio, segundo Costa, foi a integração de um novo pacote de baterias. “Desenvolvemos um sistema de baterias de 800V e 40kWh, otimizando o posicionamento para manter o centro de gravidade ideal, e implementamos um sistema de refrigeração líquida para garantir a máxima performance e segurança. A autonomia em modo de corrida ainda é um desafio, mas já conseguimos até 25 minutos de potência máxima, algo impensável há dois anos”, detalha.
A customização estética também acompanha a pegada tecnológica. Os jets elétricos preparados por Costa frequentemente apresentam painéis de controle digitais com telemetria avançada, luzes de LED integradas que mudam de cor conforme o consumo de energia, e cascos com pinturas em tons de azul elétrico e grafites futuristas. “É uma tela em branco para a inovação. Estamos vendo materiais leves como fibra de carbono e Kevlar sendo aplicados não apenas para peso, mas também para isolamento e segurança dos componentes elétricos”, comenta a designer de cascos Carol Brandão, parceira da EletroNave.
Embora as categorias de competição para jets elétricos ainda estejam em fase de formatação pela IJSBA e outras federações, o entusiasmo é palpável. Empresas como a Narke e a Taiga Motors já produzem jets elétricos de série, mas a customização brasileira busca levar esses veículos a um novo patamar. “Acreditamos que, em breve, teremos categorias específicas em nossos campeonatos nacionais. E quando isso acontecer, o Brasil estará na vanguarda das preparações elétricas”, projeta Ricardo Costa, vislumbrando um futuro mais limpo e potente para o esporte.
