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Onda Verde e Amarela: Brasileiros Brilham no IJSBA World Finals 2026, Mas Desafios Persistem!

A delegação brasileira teve um desempenho notável nas recentes Finais Mundiais da IJSBA em Lake Havasu, Arizona, conquistando pódios e reafirmando o talento nacional, embora a supremacia técnica e o suporte de fábrica de americanos e europeus ainda sejam um obstáculo a ser superado.

✍️ Redação JetskiWeb📅 13 de outubro de 2026
Onda Verde e Amarela: Brasileiros Brilham no IJSBA World Finals 2026, Mas Desafios Persistem!

Lake Havasu City, EUA – 13 de outubro de 2026 – As recém-concluídas Finais Mundiais da IJSBA (International Jet Sports Boating Association) em Lake Havasu, Arizona, foram mais uma vez um palco de emoção e alta performance. E, para a surpresa de muitos, a delegação brasileira mostrou que está mais forte do que nunca, com vários pilotos conquistando posições de destaque, mas também evidenciando a persistente lacuna tecnológica e de investimento em comparação com as equipes de ponta globais.

Destaque para a performance de Mariana ‘Predadora’ Gomes, que garantiu um impressionante segundo lugar na categoria Amateur Runabout Limited, pilotando um Sea-Doo RXP-X 325 com preparação RIVA Racing. Mariana demonstrou consistência e agressividade, superando adversários experientes e colocando a bandeira brasileira no pódio. “Foi uma batalha e tanto! Me preparei o ano inteiro para este momento, e o suporte da minha equipe foi fundamental. Chegar ao pódio aqui, em Havasu, é a realização de um sonho”, afirmou Mariana, com a voz embargada pela emoção.

Outro ponto alto foi o desempenho de João ‘Relâmpago’ Souza na categoria Sport Spec, onde conseguiu um terceiro lugar pilotando um Kawasaki SX-R 160 que, apesar de ser um modelo stand-up de menor potência, exigiu uma técnica impecável e muito preparo físico. “A categoria Sport Spec é brutal, e a concorrência é feroz. Nosso SX-R foi ajustado à perfeição, mas o que realmente conta é a pilotagem. É uma honra representar o Brasil neste pódio”, disse João.

Apesar dos pódios, o cenário nas categorias Pro Open revelou o quão distante o Brasil ainda está da elite mundial em termos de recursos e tecnologia. Os bólidos de mais de 400 HP das equipes americanas e europeias, com seus motores customizados, turbinas e superchargers de última geração, e acesso direto a protótipos e componentes de fábrica, ainda são inalcançáveis para a maioria dos competidores brasileiros.

“Nossos pilotos têm talento de sobra, isso é inegável. Mas competimos com orçamentos muito mais modestos e sem o mesmo acesso à P&D que as grandes equipes têm. O custo de importar as peças mais avançadas da RIVA, Worx, ou Skat-Trak, e a mão de obra especializada para montagens complexas, é um desafio enorme para nós”, analisou Carlos Alberto ‘Capitão’ Pinto, chefe da delegação brasileira. “Precisamos de mais investimento e patrocínios para podermos ter equipamentos à altura nas categorias mais competitivas e realmente brigar pelo título mundial.”

As Finais Mundiais de 2026 servem como um termômetro crucial para o jet ski brasileiro, mostrando o talento bruto, mas também os desafios estruturais. A esperança é que os resultados deste ano incentivem mais investimentos e preparem o terreno para um futuro ainda mais promissor no cenário internacional.