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O Futuro Chegou? Entrevista Exclusiva com Ricardo Moura sobre os Jets Skis Elétricos e a Inovação no Brasil

Ricardo Moura, renomado especialista e preparador, discute o potencial dos Jet Skis elétricos no mercado brasileiro e o desafio de integrar essa tecnologia ao cenário competitivo.

✍️ Redação JetskiWeb📅 13 de outubro de 2026
O Futuro Chegou? Entrevista Exclusiva com Ricardo Moura sobre os Jets Skis Elétricos e a Inovação no Brasil

No universo dos esportes aquáticos, a inovação tecnológica é uma força motriz constante. E em um cenário onde a sustentabilidade e a busca por novas performances se cruzam, a ascensão dos Jet Skis elétricos tem gerado um burburinho considerável. Para entender o impacto e o futuro dessa tecnologia no Brasil, conversamos com Ricardo Moura, um dos mais respeitados preparadores e especialistas em Jet Ski do país, conhecido por sua visão vanguardista.

'A tecnologia de propulsão elétrica para Jet Skis está amadurecendo rapidamente', afirma Ricardo, enquanto observamos um protótipo de um modelo elétrico em sua oficina. 'Empresas como a Taiga Motors, com seu Orca, e outras startups estão mostrando que é possível ter desempenho e emoção sem a emissão de carbono e o ruído dos motores a combustão.'

Moura destaca que o principal desafio, e ao mesmo tempo o maior avanço, reside nas baterias. 'A densidade energética e a capacidade de entrega de corrente são cruciais. Estamos vendo baterias que permitem autonomia de mais de uma hora em uso intenso e picos de potência equivalentes a um motor de combustão de 300 HP. O torque instantâneo dos motores elétricos é uma vantagem brutal para acelerações.'

No Brasil, a infraestrutura para veículos elétricos ainda está em desenvolvimento, mas Ricardo Moura vê um potencial imenso para os Jet Skis. 'Imagine a possibilidade de pilotar em represas e lagos onde motores a combustão são restritos ou proibidos devido a questões ambientais e de ruído. Isso abre um leque de novos locais e públicos para o esporte.' Ele ressalta, no entanto, que a questão do preço e da rede de recarga são pontos a serem superados para a popularização massiva. 'Atualmente, são produtos de nicho, mas a tendência é de queda nos custos e expansão dos pontos de recarga.'

Quando questionado sobre o cenário competitivo, Moura é otimista, mas cauteloso. 'Já existem categorias de exibição e pequenas competições para Jet Skis elétricos em outros países. No Brasil, estamos monitorando. A IJSBA e a UIM (Union Internationale Motonautique) estão atentas a isso. Acredito que em uns três a cinco anos teremos categorias oficiais de Jet Skis elétricos nos nossos campeonatos, talvez com foco em endurance ou provas de habilidade, onde o torque e o silêncio trarão uma dinâmica completamente nova.'

Ricardo Moura finaliza com uma reflexão: 'Não é uma questão de substituir o motor a combustão, que tem sua magia e história. É uma questão de expandir o esporte, abraçar a inovação e oferecer novas experiências. O futuro do Jet Ski é diversificado, e o elétrico certamente fará parte dele. A 'Preparação' também mudará: não será mais sobre pistões e carburadores, mas sobre eletrônica, software e gerenciamento térmico das baterias. É uma nova era excitante que se aproxima.'