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Mestre das Turbinas: Conversamos com Carlos 'Caju' Alberto sobre o Futuro da Preparação no Brasil

Carlos 'Caju' Alberto, o lendário preparador de jet skis que transformou motores em obras de arte de performance, compartilha sua visão sobre as inovações, desafios e o que esperar do mundo das customizações e preparações no Brasil nos próximos anos.

✍️ Redação JetskiWeb📅 10 de outubro de 2026
Mestre das Turbinas: Conversamos com Carlos 'Caju' Alberto sobre o Futuro da Preparação no Brasil

No coração pulsante da cena de jet skis de alta performance no Brasil, um nome ressoa com respeito e admiração: Carlos 'Caju' Alberto. Conhecido por sua maestria em extrair cada grama de potência dos motores e por sua paixão por customizações que aliam beleza e funcionalidade, 'Caju' é uma lenda viva. Em sua oficina, a 'Caju Racing Performance', no interior de São Paulo, conversamos com ele sobre a evolução, os desafios e o futuro da preparação de jet skis no país.

Com mais de três décadas de experiência, Caju testemunhou a metamorfose das máquinas aquáticas. "Lembro-me dos motores 2 tempos, que eram mais simples, mas exigiam um toque muito específico. Hoje, com os 4 tempos supercharger, a eletrônica domina. O salto de potência de 180 HP para os atuais 325 HP de fábrica e além, com as preparações, é alucinante", comenta Caju, com um brilho nos olhos.

Para 'Caju', a eletrônica (ECU) é o cérebro da preparação moderna. "Não basta ter peças de alta performance; é preciso saber como harmonizá-las através do remapeamento da ECU. Cada ajuste impacta o comportamento do motor, desde a entrega de potência até a economia de combustível e a durabilidade", explica. Ele também enfatiza a importância da hidrodinâmica: "Não adianta ter um motor de 400 HP se o casco não performa. O intake grate, os sponsons, tudo influencia na forma como o jet se comporta na água e quão rápido ele consegue ser."

Desafios e Tendências Futuras

O cenário brasileiro apresenta seus próprios desafios. "O acesso a peças importadas ainda é um gargalo por conta da burocracia e dos impostos. Mas, por outro lado, tem estimulado o desenvolvimento de algumas soluções e componentes nacionais de excelente qualidade", afirma Caju. Ele acredita que a tendência é de um maior foco em kits plug-and-play de marcas como RIVA Racing e Worx Racing para o público em geral, facilitando o acesso à performance de ponta.

Além da potência, a customização estética ganha cada vez mais força. "O piloto quer um jet que seja rápido, mas também que tenha a sua cara. Envelopamento, pinturas especiais, bancos esportivos e acessórios personalizados são muito procurados. É a expressão da individualidade na água", revela.

Olhando para o futuro, Caju vislumbra inovações significativas: "Acredito que veremos cada vez mais integração de eletrônica avançada para controle de tração, sistemas de telemetria em tempo real e otimização de consumo, mesmo em jets de performance. E claro, a briga por cada HP extra nunca vai parar! Mas a grande aposta é a sustentabilidade, com motores mais eficientes e talvez até híbridos no horizonte, para atender às crescentes preocupações ambientais."

Quando perguntado sobre a paixão que o move, 'Caju' sorri: "Não é só sobre ter o jet mais rápido. É sobre a paixão por cada parafuso, cada solda, cada teste na água, e ver a alegria no rosto do piloto quando ele sente a máquina responder perfeitamente, quando o motor ronca exatamente como eu imaginei. Isso é o que me mantém acordado à noite e me faz vir para a oficina todos os dias."

Para quem sonha em preparar seu jet, Caju deixa um conselho valioso: "Comece com o básico: filtro de ar, hélice, e um bom kit de manutenção. Sempre procure um preparador de confiança, alguém que entenda do seu equipamento e que priorize a segurança. Performance é importante, mas a durabilidade e a segurança vêm em primeiro lugar." A história de Caju é um testamento de dedicação e expertise, moldando o cenário da performance aquática no Brasil há décadas.